Santidade: Um Coração Grato, Não Uma Conta a Pagar

Reflexão do Dia

Você já parou para pensar no que realmente significa ser santo? A ideia que temos de santidade, muitas vezes, é a de uma lista de afazeres intermináveis, um esforço constante para “pagar” a Deus pelos nossos erros ou para “conquistar” o Seu amor. Mas, será que é isso mesmo que a Bíblia nos ensina?

Vamos mergulhar na parábola do Filho Pródigo, especificamente na perspectiva do filho mais novo. Em Lucas 15:18-19, ele, caindo em si, diz: “Eu me porei a caminho e voltarei para meu pai, e lhe direi: Pai, pequei contra o céu e contra ti. Não sou mais digno de ser chamado teu filho; trata-me como um dos teus empregados.” Sua intenção era clara: trabalhar para pagar a dívida, reconquistar o que havia perdido através do seu próprio esforço.

É fácil se identificar com essa mentalidade, não é? Quantas vezes nos sentimos na obrigação de fazer algo por Deus para merecer Sua atenção, Seu perdão ou Suas bênçãos? Achamos que a santidade é um conjunto de sacrifícios que fazemos para que Ele nos ame mais.

Mas a beleza da parábola se revela na atitude do pai. Enquanto o filho ainda estava longe, o pai o viu, correu ao seu encontro, o abraçou e beijou (Lucas 15:20). Não houve exigência de pagamento, nem lista de tarefas para cumprir. Houve graça transbordante! O pai mandou vestir o filho com a melhor roupa, colocar um anel em seu dedo e calçados em seus pés. Uma restauração completa, não baseada no mérito do filho, mas no amor incondicional do pai.

Como bem disse Philip Yancey: “Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar mais. Não há nada que possamos fazer para Deus nos amar menos”. Essa verdade libertadora redefine a nossa compreensão da santidade.

Então, o que é santidade de verdade? Ela não é o que você faz para conquistar Deus, mas o que você faz para agradecer o que Ele já fez por nós. João 14:21 nos lembra: “Quem tem os meus mandamentos e lhes obedece, esse é o que me ama. Aquele que me ama será amado por meu Pai, e eu também o amarei e me revelarei a ele“. A obediência não é um peso para ganhar amor, mas uma resposta natural de um coração que já experimentou esse amor profundo.

Se você acredita que sua bondade ou decência são o caminho para merecer uma boa vida concedida por Deus, pode acabar corroído pela ira e pela frustração. A vida nem sempre é como desejamos, e essa mentalidade nos leva a pensar que “nos devem” mais do que estamos recebendo. Isso gera comparações destrutivas: “Por que ele e não eu, depois de tudo que fiz?”.

A verdadeira santidade nasce de um coração grato, que reconhece o amor incondicional de Deus e responde a esse amor com alegria e dedicação, e não com a mentalidade de um escravo tentando pagar uma dívida impagável.

Perguntas para Reflexão

  1. Você tem se esforçado para “pagar” a Deus, ou para agradecer o que Ele já fez por você?
  2. Como sua vida reflete a compreensão de que não há nada que você possa fazer para Deus te amar mais ou menos?
  3. Em que áreas você se sente como o filho mais novo, querendo “pagar” sua volta para Deus?

Oração

Pai amado, obrigado por nos revelar a verdadeira natureza da santidade. Perdoa-nos por tentar te conquistar com nossos próprios esforços e por esquecer a profundidade do Teu amor. Que nossos corações transbordem de gratidão por Tua graça e que nossa obediência seja uma resposta genuína ao Teu amor incondicional. Ajuda-nos a viver uma vida santa que Te agrada, não por obrigação, mas por um amor que nos impulsiona a glorificar Teu nome. Em nome de Jesus, amém.

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