Quando o Inesperado Revela a Mão de Deus

Reflexão do Dia

Série: Pérolas da Fé: A Jornada de Ester – Parte 2

No nosso último encontro, começamos a desvendar o segredo da pérola: uma joia de beleza rara que nasce da dor, um processo de transformação e proteção. Vimos que sua formação pode ser dividida em três etapas: os eventos externos, a dor e a cura.

Hoje, mergulharemos na primeira dessas etapas — a entrada daquele “intruso” na ostra, o grão de areia ou parasita que inicia todo o processo. No contexto da nossa vida, esses são os eventos externos, aqueles fatos que nos atingem, que vêm de fora, que não escolhemos e que, muitas vezes, parecem não fazer o menor sentido. Para entender melhor, vamos olhar para a incrível história da Rainha Ester.

A Vida de Ester: Uma Sequência de “Eventos Externos” Inesperados

A narrativa de Ester é um testemunho de como a vida pode nos lançar em situações que estão completamente fora do nosso controle. Ela não nasceu em berço de ouro, nem teve uma infância comum. Pelo contrário:

  • Ela era uma judia no cativeiro, vivendo em uma terra estrangeira, longe de sua pátria.
  • O exílio não foi uma escolha, mas uma realidade imposta.
  • Muito jovem, ela sofreu a perda dos pais, ficando órfã e sob a guarda de seu tio Mordecai.
  • Em um dado momento, ela foi inscrita em um concurso de beleza para se tornar rainha – uma situação que ela certamente não planejou nem desejou, mas da qual não pôde fugir.
  • Mesmo nesse ambiente hostil, Ester encontrou favor com o eunuco Hegai, que a ajudou em seu preparo.
  • Ela passou um ano inteiro sendo preparada com óleos e perfumes antes de ser apresentada ao rei.
  • E, finalmente, ela foi escolhida pelo rei Assuero para ser a nova rainha.

 

Quantas coisas Ester passou… E, talvez, no momento, nada fazia muito sentido para ela. Ela era, em boa parte desses acontecimentos, uma figura passiva, sendo “jogada” de um lado para o outro pelas circunstâncias. Essa sensação de não ter controle sobre os fatos é muito familiar para nós, não é? Quantas situações simplesmente “aconteceram” em nossa vida sem que fôssemos consultadas?

Há Uma História Divina Por Trás da História Humana

Aqui reside a primeira e poderosa lição que a história da pérola e a vida de Ester nos ensinam: há uma história divina por trás da história humana. Mesmo quando não conseguimos ver sentido, quando somos atingidas por eventos inesperados ou nos sentimos completamente passivas diante das circunstâncias, Deus está trabalhando.

O salmista nos lembra: “O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança.” (Salmos 25:14). Essa é uma verdade consoladora! Os “segredos do Senhor” são os Seus planos e propósitos que muitas vezes estão ocultos aos nossos olhos no presente. Ele não nos consulta sobre as adversidades, mas Ele está operando em meio a elas, tecendo uma tapeçaria que só conseguimos apreciar em retrospectiva.

E de vez em quando, no meio da nossa história, conseguimos ver essa mão e choramos de gratidão. “Muito obrigada!”, dizemos. “Eu achei que se tratavam de pensamentos meus, escolhas minhas. Lá atrás, eu senti ressentimento e mágoa do mal que tentaram contra mim, mas hoje eu consigo olhar e ver a Tua mão em tudo!” É a percepção de que, sim, foi a mão de Deus que nos conduziu, mesmo quando não entendíamos os “eventos externos”.

Perguntas para Reflexão

Pense em sua própria vida. Quais foram os “eventos externos” que aconteceram com você, sem que você tivesse controle, e que talvez te causaram dor ou confusão?

  • Consegue ver a mão de Deus nesses momentos hoje?
  • Que emoções surgem ao perceber que Ele já estava trabalhando por trás das cenas?

Oração

Pai Amado,

Agradecemos por Tua soberania e por Tua mão invisível que opera em cada detalhe de nossas vidas. Perdoa-nos por vezes em que nos sentimos perdidas ou sem controle diante dos “eventos externos” que nos atingem.

Ajuda-nos, como Ester, a confiar que há uma história divina por trás da nossa história humana. Abre nossos olhos para vermos Teus segredos e Teus propósitos, mesmo quando o caminho parece incerto. Que a nossa fé seja fortalecida ao reconhecer Tua mão em nosso passado e presente. Em nome de Jesus, Amém.

No próximo episódio, continuaremos nossa jornada com Ester, mergulhando na segunda etapa da formação da pérola: a dor. Como a ostra sente o incômodo do intruso, veremos como Ester experimentou a dor e como a mão de Deus opera mesmo nos momentos mais difíceis, quando Ele parece estar ausente. Não perca!

Aguarde o Episódio 3: “Pérolas da Fé: Enxergando a Mão de Deus no Vale da Dor (Lição de Ester #2)”

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