A Salvação Começa Nele

Reflexão do Dia

Quando pensamos em salvação, qual é a primeira imagem que vem à mente? Muitos de nós fomos ensinados, ou talvez tenhamos internalizado, a ideia de que salvação é o resultado do nosso esforço em buscar o céu, em fazer as coisas certas para sermos aceitos por Deus. Mas, a parábola do filho pródigo vem para nos chocar com uma verdade radical sobre a iniciativa da salvação.

Vamos revisitar o momento central em Lucas 15:20: “A seguir, levantou-se e foi para seu pai. ‘Estando ainda longe, seu pai o viu e, cheio de compaixão, correu para seu filho, e o abraçou e beijou.” E, mais adiante, quando o filho mais velho se recusa a entrar na festa, lemos em Lucas 15:28: “O filho mais velho encheu-se de ira, e não quis entrar. Então seu pai saiu e insistiu com ele.”

Percebe a beleza e o contraste aqui? A salvação não é uma jornada que começamos sozinhos, esperando que Deus nos encontre no meio do caminho. Não é o filho que corre desesperadamente para o pai enquanto este o espera sentado. É o Pai que corre! Ele nos vê de longe, cheio de compaixão, e corre ao nosso encontro, nos abraça e nos beija antes mesmo que possamos dizer qualquer coisa.

Essa é a redefinição da salvação: ela não é uma ideia nossa, é uma iniciativa do Pai. É a graça ativa, buscando, alcançando e restaurando.

E o que dizer do filho mais velho? Ele também precisou da iniciativa do pai. O pai saiu da festa, do ambiente de celebração, para ir ao encontro do filho que estava do lado de fora, cheio de raiva e autojustiça. O pai insistiu, chamou-o para dentro. Isso mostra que a salvação não é apenas para quem se perde “fora” (o pecador escancarado), mas também para quem está perdido “dentro” (o religioso orgulhoso).

A parábola dos trabalhadores da vinha em Mateus 20:1-16 nos ensina algo semelhante: o Senhor da vinha paga a todos o mesmo valor, independentemente do tempo trabalhado. A salvação não é sobre quanto você se esforçou, mas sobre a generosidade e a iniciativa Daquele que te chama.

“Cair em si” não foi um privilégio exclusivo do filho mais novo. Arrepender-se de erros óbvios é relativamente fácil; é o reconhecimento das nossas falhas. Mas o evangelho nos convida a ir mais fundo. O verdadeiro desafio é se arrepender das coisas certas feitas com a motivação errada. O orgulho por nossas “boas ações” pode ser o que mais nos afasta de Deus.

A parábola dos trabalhadores da vinha em Mateus 20:1-16 nos oferece uma verdade semelhante: o Senhor da vinha paga a todos o mesmo valor, não importando o tempo trabalhado. Isso nos mostra que a salvação não é sobre o quanto nos esforçamos, mas sim sobre a generosidade e a iniciativa Daquele que nos chama.

“Cair em si” não foi um privilégio exclusivo do filho mais novo. Arrepender-se de erros óbvios é relativamente fácil; é o reconhecimento das nossas falhas. Mas o evangelho nos convida a ir mais fundo. O verdadeiro desafio é se arrepender das coisas certas feitas com a motivação errada. O orgulho por nossas “boas ações” pode ser o que mais nos afasta de Deus.

Onde Estava o Verdadeiro Irmão Mais Velho?

A parábola do filho pródigo não está isolada em Lucas 15. Ela faz parte de um conjunto de três histórias sobre a busca pelo perdido: a ovelha perdida, a moeda perdida e, por fim, o filho pródigo. Nas duas primeiras, alguém sempre vai ativamente em busca do que se perdeu. Mas, na história do pródigo, a responsabilidade da busca recai sobre quem? Sobre o irmão mais velho! Ele, que estava ali, que deveria ter demonstrado amor e compaixão, que deveria ter ido atrás do irmão que se desviou, não o fez.

A parábola, de forma intrigante, termina sem o abraço do filho mais velho ao irmão que retornou. É um final que nos deixa com uma pergunta no ar: por que Jesus deixou a história em aberto? Ele estava nos mostrando uma realidade: muitas vezes, quem está “dentro” não consegue ver a necessidade de buscar quem está “fora”, ou mesmo de acolher quem retorna.

No entanto, nós temos um Verdadeiro Irmão Mais Velho. Como Tim Keller sabiamente aponta: “nosso verdadeiro irmão mais velho assumiu e pagou nossa dívida, na cruz, em nosso lugar.” Jesus, nosso Irmão mais velho, foi atrás de nós, pagou o preço máximo para que pudéssemos voltar para o Pai. Ele é a própria iniciativa de Deus em nos salvar.

Perguntas para Reflexão

  1. Você tem visto a salvação como uma corrida que você precisa vencer, ou como um convite amoroso do Pai que te alcança?
  2. Em que áreas da sua vida o orgulho das suas “boas ações” pode estar impedindo você de experimentar a plenitude da graça de Deus?
  3. Como a atitude do Pai em correr para o filho e sair para insistir com o mais velho redefine a sua compreensão da salvação?

Oração

Querido Pai, agradecemos por Tua iniciativa amorosa em nos salvar. Perdoa-nos por tentar alcançar a salvação por nossos próprios méritos, quando Tu já fizeste todo o trabalho na cruz. Ajuda-nos a reconhecer e a abraçar a Tua graça que nos busca e nos restaura. Que a verdade sobre o nosso Verdadeiro Irmão Mais Velho, Jesus, permeie cada aspecto da nossa vida e nos impulsione a viver em gratidão e dependência de Ti. Em nome de Jesus, amém.

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